Animais

Manguezais e ervas marinhas absorvem microplásticos


Manguezais e ervas marinhas crescem em muitos lugares ao longo das costas do mundo, e essas ‘florestas azuis’ constituem um ambiente importante para um grande número de animais. Aqui, os peixes juvenis podem se esconder até serem grandes o suficiente para cuidar de si mesmos; caranguejos e mexilhões vivem no fundo; e os pássaros vêm se alimentar das plantas.

No entanto, as áreas costeiras cobertas por plantas atraem não apenas animais, mas também microplásticos, mostra um novo estudo.

– Quanto mais densa a vegetação, mais plástico é capturado, diz a professora e especialista em ecologia costeira Marianne Holmer, da University of Southern Denmark.

Ele está preocupado com a forma como os microplásticos acumulados afetam a vida vegetal e animal.

– Sabemos por outros estudos que animais podem ingerir microplásticos e que isso pode afetar seu corpo.

Os animais ingerem microplásticos com os alimentos que procuram nas florestas azuis. Eles podem sufocar, morrer de fome ou as minúsculas partículas de plástico podem ficar presas em diferentes lugares do corpo e causar danos.

Outro problema com os microplásticos é que eles podem ser cobertos por microorganismos, toxinas ambientais ou outras substâncias nocivas à saúde / promotoras de doenças que são transferidas para o animal ou planta que absorve os microplásticos.

– Quando os microplásticos estão concentrados em um ecossistema, os animais são expostos a concentrações muito altas, explica Marianne Holmer.

Ela ressalta que os microplásticos concentrados em, por exemplo, um leito de ervas marinhas são impossíveis de remover novamente.

O estudo é baseado em levantamentos de três áreas costeiras na China, onde crescem manguezais, grama japonesa (Z. japonica) e a erva daninha Halophila ovalis. Todas as amostras retiradas de florestas azuis tinham mais microplásticos do que amostras de locais de controle sem vegetação.

As concentrações foram até 17,6 vezes maiores e foram maiores no manguezal. As concentrações foram até 4,1 vezes maiores nos tapetes de ervas marinhas.

As árvores de mangue provavelmente capturam mais microplásticos, pois a captura de partículas é maior nas florestas de mangue do que nos tapetes de ervas marinhas.

Os pesquisadores também acreditam que os microplásticos se ligam a esses ecossistemas da mesma forma que o carbono; as partículas são capturadas entre as folhas e as raízes, e os microplásticos são enterrados no fundo do mar.

– O sequestro de carbono se liga ao dióxido de carbono no fundo do mar, e as florestas azuis são muito boas nisso, mas é preocupante se o mesmo acontecer com os microplásticos, diz Marianne Holmer.

Embora o estudo tenha sido conduzido ao longo das costas chinesas, pode ser relevante para ecossistemas semelhantes no resto do mundo, incluindo a Dinamarca, onde os tapetes de ervas marinhas são generalizados.

– Minha expectativa é que também encontremos maiores concentrações de microplásticos nas ervas marinhas dinamarquesas e globais, diz ele.

O estudo foi realizado em colaboração com colegas da Universidade de Zhejiang na China, entre outros, e está publicado na revista Ciência e Tecnologia Ambiental.

Florestas azuis: muitas plantas crescem dentro ou abaixo do nível do mar; manguezais, algas, ervas marinhas e plantas pantanosas. Principalmente os manguezais e as ervas marinhas absorvem e armazenam plantas semelhantes ao carbono na terra e, portanto, são extremamente importantes para a pegada de carbono do planeta.

Fonte da história:

Materiais fornecido por Universidade do Sul da Dinamarca. Original escrito por Birgitte Svennevig. Nota: o conteúdo pode ser editado quanto ao estilo e comprimento.


Traduzido de Science Daily

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